Patty & Bun

Para um blog chamado dinnerandamovie está faltando muitos dinners por aqui.

Esse final de semana eu e o Hugo fomos às compras para a casa nova e acabamos comendo um hamburguer no centro.

O lugar, como todos os lugares “cool” de burger por aqui era minúsculo e tivemos que esperar uns 10 minutos para entrarmos, detalhe: estava nevando.

Quando finalmente entramos fomos obrigados a dividir uma mesa de 4 com um casal desconhecido, o que já me deixaria irritada por si só, mas não é que os dois estavam brigando? Enfim, estava super agradável.

Pedimos um cheeseburger básico (com alface e tomate) cada um e uma batata frita com alecrim (copia descarada do Honest).

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A batata estava meio queimadinha, não estava ruim, mas já comi muitas melhores. O hamburger estava mais bonito que gostoso e achei que o sabor não alcançou minhas expectativas.

O hamburguer é gostoso, melhor que o Byron, mas para mim não vale a espera e nem o apertamento que tivemos que enfrentar para poder experimentá-lo.

Talvez eu coma de novo se o Hugo quiser tanto para trazer de take away pra mim.

http://www.pattyandbun.co.uk/

 

Les Miserables

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No primeiro minuto de filme só senti uma coisa: Vergonha.

Foi muito estranho ver um filme que é inteirinho cantado. Grease, Mamma Mia e até Glee são musicais e eu adoro todos eles, mas Les Miserables é mais do que um musical ele é uma só múscica que dura 3 horas.Absolutamente todas as falas são cantadas e isso dá mesmo uma certa vergonha, especialmente nos diálogos masculinos em que as vozes ficam finas.

Não gostei de Hugh Jackman em cena, achei que ele forçou demais tanto as expressões quanto a voz e nem me fale de Russel Crowe cantando, da vontade de rir, péssimo! Descobri depois que Russell tem uma banda e CDs lançados, mas nada disso faz com que eu veja ele cantando que alguma outra forma que não aterrorizante.

Depois de me acostumar que o filme é todo cantado mesmo e que eu estava presa na cadeira pelas próximas 3 horas eu lutei contra o sono. A verdade é que o primeiro ato inteiro é muito chato. Anne Hathaway dá um pau nos outros, mas nem ela salva a chatisse. Ouvi muitos falando como se emocionaram e choraram cachoeiras o filme todo, mas especialmente nessa parte. Eu sou chorona, mas não consegui me emocionar com mais de 2 cenas o filme todo e não derramei nenhuma lagriminha.

Felizmente começa o que eu imagino que seja o segundo ato: A Revolução Francesa. Nesse momento as coisas ficam bem mais animadas. Apesar de mais animadas, continuaram bizarras. O amor “miojo” do casalzinho jovem ,só na troca de ollhares e nas cantorias, ficou meio patético e toda a emoção do teatro com muitas vozes cantando  juntas se perdeu na versão cinematrográfica.

Gostei de saber que os atores, ao invés de gravarem em estúdio, cantaram “ao vivo” durante 90% do filme. Em Les Miserables os atores atuavam no silêncio, só com a melodia tocando no ponto da orelha e ficavam livres para interpretarem as músicas do jeito que quisessem. Achei bem interessante esse processo, ao invés da voz se adaptar a música, foi a melodia que se adaptou as vozes. Também acho que o problema foi esse, Hugh Jackman levou isso tão a sério que interpretou (forçadamente) muito mais do que cantou.

Mas para mim a coisa mais legal do mundo foi ver o nosso “jardim” fantasiado de França. Na frente da nossa casa nova tem uma faculdade enorme, linda e todas as cenas da revolução foram filmadas lá, ficou muito legal.

Só assisti esse filme porque precisava por causa do Oscar e porque foi filmada em Greenwich,  mas confesso que não gostei e só suportei as cenas em que Hugh não aparecia.

http://www.imdb.com/title/tt1707386/

The Impossible

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Quinta feira foi dia de cinema.

A idéia era assistir Hobbit, mas só tinha em 3D e não gosto muito então resolvi assistir The Impossible em cima da hora. Deveria ter visto Hobbit mesmo.

O filme é sobre uma família real que foi passar o natal na Thailândia e foi pega de surpresa pelo Tsunami. É sobre superação e esperança e na teoria é legal, mas não achei que funcionou.

Eu gosto de filmes tristes, gosto de filmes de doenças, morte de crianças, coisas tristes mesmo, mas não gosto da tragédia por si só. Chorei muito, afinal é muito triste mesmo, mas cheguei até a cansar de chorar, porque nada me alegrava no “meio das choradas”.

O que faz um filme desses ser bom é o crescimento dos personagens. Geralmente esse tipo de filme apresenta um protagonista que fica desesperado com a notícia/morte/doença e depois de passar por essa dor tremenda aprende algo e evolui. Outra coisa importante para esse tipo de filme é a hora em que o sofredor resolve encarar o problema de frente e ir atrás do que quer.

Em The Impossible é tudo tão horrível e desesperador o tempo todo que isso não acontece. A mulher não fica viva porque ela teve uma epifania, ela só está tentando sobreviver. As pessoas ficam vivas por sorte, não por vontade.

Apesar de ser baseado em uma história real não comprei muito as coincidências do filme, foram forçadas e fracas. O problema do menino com o peito da mãe também me irritou bastante, na boa, sua mãe está morrendo, a perna dela quase saiu e você tá de frescura porque o peito dela está pra fora? Peloamordedeus.

A tentativa fracassada de um clímax pouco real mostrou o mal gosto do roteirista/diretor. Repetindo a cena de tragédia que começou o filme, a cena deu agonia e me deixou com um mal estar absurdo e não digo isso de um jeito bom. Me senti traída pela história ao me jogarem mais tragédia em cima da tragédia, sem a menor noção de saberem a hora de parar.

http://www.imdb.com/title/tt1649419/

The Pillars Of The Earth X The Pillars Of The Earth

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Nunca tive o costume de ler livros. Tenho bastante vergonha disso, mas a verdade é que nunca tive muita paciência e fora os livros obrigatórios da escola, sempre fiz minhas escolhas baseadas no número de páginas.

Tive sorte que “Submarine” e “O Menino do Pijama Listrado” são livros curtinhos e pouco assustadores, mas admito que nunca tinha me aventurado em uma leitura que durasse mais de 1 mês.

Em outubro fomos passar 10 dias no chipre e com medo de ficar entediada enquanto tomava sol na praia, resolvi pegar um livro gigante para ler: Os Pilares da Terra.

Assim que peguei o livro nas mãos tive certeza que não ia terminar de ler. Para quem acha 200 páginas muito, um livro de 1080 era um desafio grande demais.

Sem costume de ler em casa e pegando no livro só na hora de pegar o metro/trem/avião/praia/tédio, demorei quase 4 meses para passar pelas temidas 1080 páginas, 1/3 de ano!

Nos últimos dois dias devorei umas 100 páginas de uma só vez, mas não porque estava hiper legal, mas porque eu queria acabar logo já que estava maluca para assistir o seriado baseado no livro.

Acabei o livro em uma sexta feira e passei o sábado inteiro (8 horas) assistindo a mesma história na TV.

Gostei muito do livro e gostei muito do seriado, mas de maneiras diferentes. Finalmente entendi o que tanto reclamam de filmes e seriados que são ou não fiéis aos livros.

Nos primeiros capítulos senti uma certa “raivinha” já que o seriado cortou alguns personagens e algumas passagens do livro, mas depois de alguns capítulos ficou claro que Ken Follet (autor tanto do seriado quanto do livro) encarou essa nova versão da história como uma chance de “arrumar” todos os problemas do livro e ele fez isso muito bem.

Minha maior crítica com o seriado é a falta de complexidade dos personagens. O livro retrata maravilhosamente todos os personagens, apresentando os medos, anseios e inseguranças de cada um deles. A ambiguidade de todos eles também é muito bem exposta no livro.

Phillip por exemplo não é todo tão bonzinho quanto no seriado, em algumas ocasiões ele se deixa levar pelo seu maior pecado, o orgulho. Waleran é extremamente ambicioso e não mede esforços para conseguir o que deseja, mas não é essencialmente mal como no seriado. O pai de Aliena, no livro, gosta muito da filha mas, apesar de deixar ela não se casar com William, não fica feliz com o resultado como no seriado.

Alfred se torna uma pessoa muito pior no livro e a relação dele com Jack é muito pior no livro também. No seriado nada disso foi muito aprofundado, tanto que tiveram que mudar o final do moço para fazer sentido. Mas o que mais me deixou chateada foi a mudança em William. No livro ele é um diabo, não literalmente, mas quase. Ele faz tudo o que faz porque ele odeia Aliena, Richard, Phillip e Jack. O mais interessante é que a gente conhece suas inseguranças, seus medos de queimar no inferno e isso tudo traduz em um William que teve uma mãe manipuladora e que tem tanto medo de tudo que se tornou a pessoa mais cruel de todo o livro. No seriado William não passa de um pau mandado de uma mãe e de Waleran e pior que isso, inventaram uma desculpa para ele ser tão ruim, o abuso sexual da mãe.

Com a falta de complexidade de todos esses personagens o seriado todo fica muito mais simplificado. No livro não sabemos quem é bom e quem é mal, vamos aprendendo aos poucos, mas no seriado tudo isso é atirado nas nossas caras, especialmente quando tratamos dos reis.

O livro também é melhor para explicar as coisas, no seriado, especialmente no início, tudo acontece tão rápido que eu não tenho certeza que alguém que não tenha lido o livro entenda facilmente.

Mas calma, não estou dizendo que o livro é melhor que o seriado, porque não é. O livro é mias complexo e faz com que a gente se apaixone mais pelos personagens, mas por outro lado o livro enrola muito. Páginas e páginas de descrição de cada estilo de cada catedral é bastante cansativo. Além disso existem muitas “cenas inúteis” no livro.

Em filmes e seriados, aprendemos a cortar as coisas. Cortar as enrolações, cortar tudo que não seja relevante à história. No livro tem muitas, mas muitas coisas que são legais, mas que não levam a lugar nenhum.

Com alguns novos elementos, como o anel do príncipe, inseridos no seriado, as coisas foram desenroladas um pouco mais rápido e  sem dúvida o maior mérito do seriado é ter arrumado o final da história. No livro os vilões são pegos um por um, em cenas longuíssimas e isso atrapalha muito o ritmo da história. Sempre que eu lia pensava que estava acabando e cada vez os bonzinhos tinham mais um obstáculo e os malvados fugiam.

Cada problema no livro é tratado de forma separada e com muitos personagens importantes, o clímax do livro fica dividido em umas 300 páginas e isso deixou o final muito pior do que poderia ser. O seriado consegue unir todas essas 300 páginas em uma só cena e consegue fazer isso muito bem, resolvendo o maior problema do livro.

O livro é muito bom e prende a leitura até de quem não gosta tanto de ler, mas se você está com extrema preguiça veja o seriado que, apesar de ser uma versão mais simplista, consegue trazer os pontos mais importantes da história com um ritmo muito melhor.

http://www.imdb.com/title/tt1453159/

Honest Burgers

Meu último post sobre hamburgueres londrinos foi o Meat Liquor. Até então eu achava que tinha provado o melhor burger e hoje posso dizer: Eu estava errada.

Honest é um restaurante que o Hugo queria ir fazia um tempão e eu ficava enrolando. São dois restaurantes na cidade e eu empurrei com a barriga por tanto tempo porque o endereço original era em Brixton e eu estava morrendo de preguiça (e medo) de ir até lá.

O Hugo acumulou as férias dele e desde julho ele tem tirado vários dias avulsos. Em um desses dias resolvemos arriscar e ir até Brixton. Fiquei extremamente feliz da gente ter ido em uma sexta feira no almoço, já que o restaurante tem umas 8 mesas e fica no meio de um mercado com fedor de peixe e carne crua. Se a gente tivesse ido em um dia cheio e tivesse que esperar eu não sei se eu ia querer.

Não gostei nem um pouco do local, mas já sabia que agora o Honest também abriu no Soho, um lugar mil vezes melhor, então consegui experimentar o novo burger pensando que se eu gostasse poderia voltar no outro lugar.

Mas  pensando hoje, acho que mesmo que eu tivesse que voltar em Brixton eu voltaria de tão incrível que o Honest é.

Pedi, como sempre a opção de hamburguer com quejo. Por menos de 9 pounds veio um hamburguer que em um primeiro momento parecia pequeno, mas com uma carne grossa foi difícil de acabar e muita batata frita com alecrim. O burger é tão mais tão gostoso que nenhum condimento, nem sal na batata é necessário. Só de lembrar de morder aquela delícia me dá água na boca.

Já fui algumas vezes no Honest desde que conheci o restaurante e ele nunca me decepcionou. A lojinha do Soho é uma graça, o único problema é como tudo legal por lá, fica extremamente cheio e como Meat Liquor me ensinou, tem que chegar 12:00 ou esperar bastante tempo na fila.

Só posso dizer que a espera vale a pena e que, por 10 pounds (com coca) é difícil de achar um hamburguer tão delicioso.

http://www.honestburgers.co.uk/

TED

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Apesar da história ser um lixo as piadas valem o filme.

A idéia até que não é ruim, um ursinho de pelúcia que vira um “menino de verdade” e quando cresce acaba virando um urso drogado e doidão. O problema é que o filme ficou tão ridículo que juro que quando terminou o filme eu pensei que poderiam ter feito só as piadas, a história foi totalmente desnecessária.

Não só desnecessária como extremamente chata. Muppets ano passado usou praticamente o mesmo tema: um homem que não consegue se decidir entre a mulher e o fantoche/bichinho de pelúcia, mas diferente de Ted, Muppets se preocupou com a história e os personagens, fazendo um filme muito melhor do que Ted.

Com um protagonista completamente imbecil, infantil e só estúpido e com uma mocinha bobinha, o ursinho acaba sendo o melhor personagem. O casal protagonista realmente me incomodou, tanto que torci loucamente para os dois se separarem. Na verdade todo o filme é cretino e muito babaca, mas isso não significa que é melhor passar gilete na língua do que assistir Ted, porque as piadas realmente me fizeram rir boa parte do tempo.

Se você consegue separar as coisas e se preparar só para dar algumas boas risadas pode assistir, mas se babaquices te incomodam, melhor não.

http://www.imdb.com/title/tt1637725/

Django Unchained

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I Love You Tarantino!

Django é o máximo and the D is silent.

Apesar da seriedade da escravidão, Tarantino consegue tratar o tema com tanto bom humor que eu quase me senti mal de rir tanto durante o filme.

Os atores são fora do normal. Jamie Foxx está incrivelmente bem e passa, mesmo nas cenas engraçadas, a dor de ser escravo. Para balancear o drama e deixar Django mais leve, Christoph Waltz interpreta um médico alemão caçador de recompensas, que por não ser a favor da escravidão, acaba ajudando Django.

Leonardo DiCaprio é o grande vilão e algumas situações de tensão se parecem bastante com as cenas de tensão de Inglorious Bastards e o mais engraçado é ver Waltz em um papel exatamente contrário, com medo de ser pego, ao invés de pegar.

Gostei de aprender um pouco mais sobre os escravos do sul dos EUA. Uma espécie de briga de galo, versão humana, mostra a crueldade com que os escravos eram tratados. A maneira que monsieur Candy trata Stephen (como se fosse mesmo da família) e principalmente o jeito que Stephen trata o “dono” foi tão interessante que mudou a minha perspectiva sobre a escravidão, e até sobre o ser humano.

O que mais gosto de Tarantino é que ele é muito louco e não se leva nem um pouco a sério. Exatamente por isso as coisas dele são tão incríveis. Claro que ele gosta de cenas fortes com muito sangue, mas elas são tão exageradas, com sangue jorrando e pessoas voando quando recebem um tiro, que ficam muito engraçadas, legais e diferentes de todos os outros diretores.

Para não dizer que Django é perfeito eu não amei o final, achei que uma cena foi um pouco desnecessária e tive uma certa vergonhinha alheia do Tarantino atuando, mas não foi nada que atrapalhasse a lindeza extrema desse filme.

Para mim foi o segundo melhor filme dele, só perdendo de Inglorious Bastards. E claro, vale cada segundo.

http://www.imdb.com/title/tt1853728/

Twilight – Breaking Dawn – part two

Hoje fui sozinha ao cinema ver o final da saga dos vampirinhos. Apesar de odiar quase todos os 600 minutos de Crepúsculo, estava até ansiosa para ver o grande final. Devia ter percebido o sinal divino me falando para não ir quando sai de casa na maior chuva, perdi o ônibus por segundos, almocei o wrap mais nojento que já comi na vida e ainda cheguei atrasada no cinema.

Mesmo não querendo admitir, tenho que dizer que o novo Crepúsculo não é de todo ruim e dá um pau nos outros filmes da série, mas isso não quer dizer muita coisa.

O maior ponto positivo do novo filme é o final do mimimi de Bella. Ela ainda reclama e abre a boca mais do que o necessário, mas dessa vez a atriz conseguiu não me fazer sentir raiva 100% do tempo. Aliás, Kirsten é tão boa atriz que na hora em que ela consegue controlar seu novo poder eu não consegui parar de rir da cara de alívio, no melhor estilo “acabei de fazer um cocô gigante”.

A história maior do que só um amor adolescente também ajudou o filme. Um amor de mãe e pai lutando para proteger sua filha deixou as coisas mais interessantes. O final do triângulo amoroso e Edward “aceitando” Jacob também foi uma boa evolução na história. Confesso que ri com a maioria das piadas dos dois e acho que a química deles é bem melhor do que a química de qualquer um com Bella. Taí, filme novo: os dois matam ela e vivem felizes para sempre.

Bella virando vampira foi legal de assistir. Ver a ex-coitadinha correndo, caçando e batendo em todo mundo foi divertido, mas achei uma saída muito fácil ela “ser diferente” e conseguir não ficar louca com sangue humano, por outro lado, se ela tivesse que superar os desafios de um new born também deixaria o filme cansativo.

E o que foi esse nome da filha deles? A única função foi a piada do monstro do Lago Ness não é? E não é que o nome Renesmee combina com a criança? Porque não sei que outro nome ficaria melhor para uma criança tão fake. Esse foi o pior uso de computação gráfica que já vi em Crepúsculo, e sim, eu estou contando com os lobisomens, a coitada da menina ficou completamente creepy.

Crepúsculo sempre pregou a abstinência, seja do sangue ou da carne, mas achei um pouco ridículo o casal falar sobre quão selvagem eles são na cama e só mostrarem cenas puras com as alianças de casados aparecendo em primeiro plano a maior parte do tempo. Também não comprei uma luta violentíssima de vampiros e lobisomens em que nenhuma gota de sangue é derramada.

Durante uma hora e meia de filme estava tudo indo surpreendentemente bem, os atores estavam bem, a história estava um pouco arrastada, mas estava acontecendo e até a menina ficou mais normal. Chegou um momento que eu até pensei nossa até que esse filme não está ruim. Ledo engano meus amigos.

Não quero estragar a surpresa com detalhes, mas até o momento fatídico estava me deliciando com a expectativa de no final das contas Crespúsculo se redimir. Foi aí que tomei o maior tapa na cara de todos os tempos. A surpresa nem era assim tão difícil de imaginar, mas eu estava tão feliz com os novos rumos que nem pensei que era óbvio que não seria assim tão fácil.

Só para ilustrar, foi como se eles tivessem uma pintura bonita de uma paisagem. Aí eles furaram, pintaram por cima e fizeram o escambal com o quadro e ao invés de pendurar como arte moderna eles tivessem jogado fora e comprado outro novo igual. Um potencial muito grande totalmente desperdiçado para a alegria dos fãs. Triste.

Veja no seu cinema a opção de ver o filme na versão sem anti-clímax ou saia da sala 20 minutos antes do final da sessão. Se eu tivesse feito isso minha experiência com Crepúsculo teria sido mil vezes melhor.

http://www.imdb.com/title/tt1673434/

The Perks of Being a Wallflower

Não consigo parar de pensar em como amei cada segundo desse filme.

Parece até que eu sou muito fácil já que ultimamente tenho gostado de todos os filmes que vejo e como tenho feito poucas reviews, claro que prefiro escrever sobre o que amei.

The Perks of Being a Wallflower conta a história de Charlie, um adolescente tentando se encontrar. Ele tem alguns mistérios, logo no começo menciona alguma coisa sobre ter ficado um tempo em um hospital e não ter amigos. Tentando resolver o segundo problema, Charlie conhece Sam e Patrick.

Emma Watson está muito bem. A mocinha faz um sotaque americano impecável, mas quem impressiona mesmo é Ezra, que faz Patrick. Ezra atuou como Kevin mais velho no maravilhoso We Need to Talk About Kevin em que mostrou todo seu lado psicopata. Em Perks vemos Ezra de uma forma totalmente diferente. Patrick é completamente desprovido de vergonha e é a alma do grupinho de amigos. Impressionante como no começo do filme, em que os detalhes de sua vida são mais misteriosos, não temos certeza absoluta de nada, mas conforme vamos aprendendo sobre o personagem a interpretação de Ezra muda aos poucos deixando nossas suspeitas mais claras.

Logan Lerman também faz um ótimo trabalho. A última vez que tinha visto esse ator foi em um seriado que não durou muito chamado Jack and Bobby. Como já faz anos e ele era uma criança, demorei pra perceber que era o mesmo menino. Quando percebi fiquei falando pra mim mesma é o Bobby!!

Perks é mais do que uma história de amor adolescente. É uma história sobre descoberta, perda e dor. Charlie se diverte,  se conecta, sente, sofre, faz cagada, volta atrás, sofre de novo, descobre segredos. O amor por seus amigos, sua dúvidas e certezas tornam a vida de Charlie super interessante e o filme ainda consegue a proeza de ser sutil o suficiente para que a gente saia do filme pensando: É isso mesmo? Será que eu entendi certo?

The Perks of Being a Wallflower é um dos filmes que mais gostei na minha vida e eu não imagino alguém se decepcionando ao ver essa delicia.

http://www.imdb.com/title/tt1659337/

Argo

Argo Fuck Yourself!

Ben Affleck é um ator que não me chama muita atenção. Fantasmas por exemplo fez parte da minha adolescência, era o filme de terror que eu levava em todas as festas de pijama e eu só descobri hoje, vendo a lista de filmes de Ben Affleck que ele era o xerife.

Não amo, mas gosto da maioria dos filmes que ele atuou, mas dois dos filmes com Ben que eu mais gostei foram exatamente aqueles que ele dirigiu. The Town e agora, Argo. Ben, vire diretor de vez please!

Apesar de ter entrado em uma sessão para surdos sem querer, e assistir Argo com legendas no melhor estilo closed caption, adorei Argo. Um filme que eu não dava muito e que assisti só porque não tinha outra coisa pra ver me surpreendeu.

Argo conta a história real de 6 diplomatas americanos que em 1980 fugiram da embaixada americana no Irã, segundos antes dela ser invadida. Os 6 se escondem com os canadenses e esperam ajuda americana durante meses. Um agente da CIA, Tony Mendez tem então uma idéia de filme para resgatar os diplomatas: Fazer um filme. Com essa desculpa, Tony entra no país para resgatar os 6 e sair de lá com sua equipe fake.

O resgate era extremamente sério. A tensão dos momentos finais é gigantesca e por esse motivo, o fato do filme “gastar” tanto tempo se preparando para esse resgate consegue fazer com que Argo não canse o expectador em nenhum momento. O filme tem um equilíbrio difícil de se conseguir, sendo muito bem humorado e seríssimo ao mesmo tempo.

Argo também consegue uma coisa rara: Transferir um sentimento da vida real para a tela. Argo conseguiu me fazer sentir medo de verdade pelos 6 e torcer loucamente pelo sucesso da missão. Sabe quando você vai viajar e tem aquele requeijão escondido na mala? Sabe o medo que dá quando tem um cara mal humorado na polícia americana e ele enche o saco com seu visto porque ele estava no passaporte com nome de solteira e agora que você mudou o nome tem que andar com dois passaportes? Sabe a tensão de alguém descobrir que você não colocou seu rinossoro no saco plástico de líquidos na hora do raio X? Substituindo requeijão por “fugitivos procurados que podem ser assassinados a qualquer momento”  temos algo bem parecido com o que eu senti ao assistir Argo.

Claro que Argo engrandece a CIA e os EUA, especialmente por se tratar de uma história real, mas isso é só um detalhe e nem de longe o mais importante do filme. A necessidade de Tony em trazer essas pessoas de volta de forma segura é o que move o filme. Argo é sobre pessoas e não só sobre um país.

http://www.imdb.com/title/tt1024648/